Sentimentos sem nomes

Era uma vez dois coraçõezinhos bons e perdidos pelos bares da vida. Cada qual no seu mundo, ambos tão feridos e sozinhos que um belo cupidinho resolveu ajudar!

E assim, o anjinho de asinhas meio tortas, fez com que no meio do caminho se encontrassem. E vendo que se gostaram, falaram sobre quem eram: ele na timidez estampada e ela nas palavras desenfreadas.

Ela contou que sonhava com um fusca vermelho e estava com vontade de comer um sanduíche apetitoso. Ele não pediu telefone, mas anotou o Twitter dela por onde se falaram nos próximos dias.

Eis que choveu longos dias até que resolvessem se encontrar. E quando se encontraram, não houve beijo e nem fantasia! Ainda havia medo. Mais chuva, mais tempo, mais palavras e cervejas... E só depois de tudo isso e com isso aconteceu o primeiro beijo!

Aos poucos, com delicadeza, o cupidinho foi tecendo os caminhos deles. E traçou com tanta presteza, que se gostaram como amigos! Confundidos nos abraços que eram bons, nos olhares que eram sinceros e nos papos sobre o mundo e suas ideias, gostaram-se de um jeito não sabido.

_Afinal, o que era aquilo?!_pensou o cupido se fazendo de desentendido. 

Um dia, ela tentou enumerar no papel as razões para ficar e para partir, mas não as encontrou, pois tudo entre eles exalava tranquilidade.

Agora, ele está fazendo as malas para outro estado e ela vai dizer adeus, pois são tão singulares que jamais precisarão se completar. São personagens de sentimentos sem nomes! E o pobre do cupido, sobre isso, ainda não conseguiu explicar!
2 Comentários
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Que texto lindo, Cristiane! Amei!
@renatas_

Balas
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Eu adoro suas cronicas...vc escreve de uma forma leve e gostosa...parabéns...
@dezavieira

Balas

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