A última carta de amor




Alguns espaços estão vazios, outros foram ocupados às pressas. Desde que tiramos algumas fotografias dos porta-retratos e escondemos nossas velhas lembranças, parecia ter ficado mais fácil. Falamos, choramos por alguns dias, olhamos para o telefone mil vezes até perceber que ele não tocaria mais. A saudade foi nos roendo pelas beiradas, até ficarmos cansados e em silêncio. 

Cada qual se fechou num canto seguro, deixou cair algumas lágrimas teimosas e fizemos, diferentes perguntas, para o mesmo Deus. Algumas vezes ficamos esgotados, outras vezes tínhamos esperanças, e muitas outras, nos traímos em busca de uma desculpa muito louvável: ser feliz!

Não existem culpados e muito menos vítimas. Não houve sequer um ato punitivo. Foi tudo aparentemente leve, como aqueles ventos de fim de inverno.
Não dissemos palavras duras, muito menos tivemos gestos pesados. Partimos, cada qual para sua estrada, nos fazendo perguntas sem respostas.


Há um silêncio e ausência que crescem a cada dia! E tenho plena certeza, que uma hora eles serão tão fortes, que vamos mesmo acreditar, que nunca nos amamos o suficiente. 
Foi assim das outras vezes, com outros rostos. E se permitirmos, vai ser assim conosco também!

Por isso, anseio pela vinda devastadora do tempo, que abranda saudade, amor ou qualquer bela história que nunca teve um ponto final!


E, apesar da dor, só deixo um desejo: ser a saudade mais bonita que você já sentiu na vida!
1 Comentários
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maravilhosoooooo amiga!!!...aiai, a cada dia que passa me surpreende mais!rs

bjãooo

Balas

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