A felicidade do agora



Certa vez, eu estava em um seminário profissional realizado em meio às serras de Itabirito, em Minas. Durante os três dias que fiquei lá, acompanhada de mais algumas pessoas, ouvimos palestras e discutimos inovações sociais, tecnológicas e muitos outras eticéteras.  

Mas, aquém daqueles assuntos (também) importantes, o melhor de tudo era o lugar que nos cercava. Um reduto verde, no ponto mais alto da montanha, cercado por árvores e uma constante cantoria de pássaros. Durante os intervalos para almoços e lanches, sentávamos em bancos de onde era possível avistar, lá embaixo, um lago que brilhava à luz do sol, tão bonito, que parecia mais um quadro diante de nossos olhos.

Naquele momento, perante aquela paisagem natural, eu senti uma felicidade absurda e uma presença divina muito forte! Um daqueles momentos, onde em silêncio, agradecemos a Deus por estarmos simplesmente ali!

Esse mesmo sentimento também me invadiu, quando numa praia carioca, presenciei um pôr do sol. Uau! Merecia até uma fotografia, mas era bonito demais para que eu perdesse tempo procurando a câmera e tentando achar o foco! O sol ali se pondo e o reflexo dele se estendendo por toda orla, desenhando um caminho luminoso. Tive a sensação que o tempo estava lento e que as pessoas na areia eram apenas sombras esparsas seguindo aquele brilho. Meu corpo estava leve feito uma borboleta! Verdade seja dita: eu também me senti muito feliz ali!

E, graças a Deus, também fui feliz em muitos outros momentos da minha vida. Quando meu irmão se casou com uma mulher muito bacana, quando vi o rosto da minha sobrinha pela primeira vez, ou quando finalmente, me formei na faculdade de jornalismo. 

E, olhando agora, assim um pouco distante do tempo em que esses fatos aconteceram, eu vejo como ser feliz “enlouquecidamente” pode ser algo muito mais plácido que todos nós possamos imaginar!

A felicidade - aquela alcançada em um dia, particularmente, especial - não chega com fogos de artifícios ou nossos rostos sendo estampados num telão. Não vem, necessariamente, no tão sonhado bilhete premiado da mega-sena. Ela, se achega como uma criança inocente: nos olha bem fundo nos olhos, nos sorri com toda entrega e de repente vai para outro lugar que lhe chama mais atenção.  Ela pode voltar dali a pouco, ou não. Nós é que vamos decidir! Quem espera só grandes momentos para ser feliz, pode passar a vida perdendo a alegria dos pequenos gestos.


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