Divino e profano


Às vezes nós precisamos só de silêncio e paz!
Silêncio dos outros em relação a nós, já que no meio de tantas vozes, deixamos de ouvir a nós mesmos.
Silêncio amoroso dos outros que acreditam na sabedoria precisa do passar do tempo.
Muitas vezes, não é necessário mostrar o caminho para ninguém, não há conselho, não há palavra certa!
Só o silêncio é amigo e humano em alguns momentos, para que ao enxergar, você não julgue ou avalie, mas faça silêncio.
Um bom amigo também se faz no silêncio, em dois ouvidos que apenas ouvem.
O outro não é, não deixa de ser, não será, não devia,  não entende...O outro apenas segue o caminho dele, tendo o direito, o privilégio e a dor de suas próprias descobertas!
E talvez, não entretido nas palavras que escorrem como água entre pedras, possa se seguir, tendo o divino direito de errar!
É no silêncio, meu e diante do outro, que se humaniza...
Feito a mãe que não pode impedir o filho de sofrer quando ele decidir sair de casa! Feito a mãe que apenas diz: “Eu estarei aqui quando você precisar!”
E, quando retornar, à procura do conselho, ou ainda de um silêncio e dois ouvidos, encontrar a paz. A paz de poder escolher, errar e seguir!
A paz do direito de sermos únicos, de termos cada um, nosso lado divino e profano. E, sendo assim então, não julgarmos, porque cada um de nós os temos!
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