Sentimentos sem nomes

Era uma vez dois coraçõezinhos bons e perdidos pelos bares da vida. Cada qual no seu mundinho, ambos feridos, meio que sozinhos...
"Se tudo vale a pena, se a alma dele não é pequena, e tão pouco a dela, por que não cruzar os caminhos?!" - pensou um cupido atrapalhado.
E assim, o anjinho de asinhas meio tortas, fez com que no meio do caminho se achassem. Falaram sobre o que eram: ele na timidez estampada, ela nas palavras desenfreadas.
Contou que sonhava com um fusca vermelho, com um sanduíche bem apetitoso.
Ele não pediu telefone, anotou um contato virtual, porque assim seriam os próximos encontros!
Eis que choveu longos dias até que resolvessem se encontrar...E quando se encontraram, não houve beijo e nem fantasia! Ainda havia medo...
Mais chuva, mais tempo, mais palavras, mais cervejas... E só depois de tudo isso e isso: aconteceu o primeiro beijo!
Aos poucos, com delicadeza, o cupidinho foi tecendo os caminhos deles...E traçou com tanta presteza, que se gostaram como amigos!
Confundidos nos abraços que eram bons, nos olhares que eram sinceros e nos papos de mundo e ideias, gostaram-se de um jeito não sabido.
Afinal, o que era aquilo? - o cupido fez se de não entendido. Deixou rolar!
Um dia, ela enumerou no papel as razões do sim e do não. Mas, não haviam... Tudo entre eles, estava sempre no meio: no meio do amor, no meio da amizade, no meio do carinho, no ponto certo do "pra sempre"!
Ele está fazendo as malas, ela vai dizer tichau! Porque são tão singulares que jamais deixarão de se completar: são vítimas de sentimentos sem nomes! E o pobre do cupido, sobre isso, ainda não conseguiu explicar!
2 Comentários
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Que texto lindo, Cristiane! Amei!
@renatas_

Balas
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Eu adoro suas cronicas...vc escreve de uma forma leve e gostosa...parabéns...
@dezavieira

Balas

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