Amor e mangas maduras


Adulta, pensando em como era difícil amar alguém, lembrou-se da sua infância. Quando era uma criança ia com a família para a casa dos avós, localizada em uma área rural, para colocar os pés na terra, rolar no capim seco e assistir o avô tirando o leite das vacas.

Em algum mês do ano, que não se lembrava mais, era época de mangas e as várias árvores da roça ficavam carregadas! Tinha de todo tipo, tamanhos e formas, e a molecada, pendurada em cada uma delas, passava a tarde inteira se fartando entre galhos e moscas.


Lembrou-se que subia no galho mais baixo, pois era uma criança medrosa, e daquele lugar, puxava uma manga-coquinho, a sua preferida! A fruta pequena, era verde-escura com riscos pretos, e para comê-la era necessário puxar a casca em filetes para sentir não só os fios, mas o sabor doce! Comia várias até ficar com a boca amarelada e os dentes cheios de fiapos. Afinal, comer manga era bom no pé e se lambuzando! Essa coisa de usar faca para fatiá-la não tinha graça nenhuma!


E enquanto se fartava com as mangas, os primos jogavam caroços uns nos outros, causando em todos muitas risadas de bocas amarelas! Eram momentos de fartura, alegria e intensidade!  
Assim como ela gostaria que fosse o amor em sua vida: alguém que a fizesse se sentir satisfeita e feliz! Afinal, manga assim como o amor, não se come em fatias, mas com voracidade e desejo!
2 Comentários
avatar

Olá amiga!!
Ótima essas suas histórias. Comecei a ler e me peguei sorrindo, pois lembrei da minha infância comendo manga...quiz dizer, até hoje.
Porém, subia no pé de manga e queria chegar até os galhos mais altos....divertia muito.
Boa semana..beijos.

Balas
avatar

nossa...amei!!!
eh tmpo bom esse viu...
me lambussando no pe de manga haha...
tempo bom que nao volta mais neh....
Perfeita as suas historias!!!
bjus

Balas

Gostou do texto? Deixe sua opinião: