Dias de chuva

Eu gostaria mesmo dos dias de chuva guardados num vidro de balinhas. Estes mesmos dias que nos deixam pensativos, quem sabe nostálgicos. Quando a umidade invade nosso coração e nos faz querer conforto, cama e filme...
Dias de chuva para refrescar dores teimosas, amores distantes, vidas confusas...
Um dia de chuviscos e guarda-chuvas esquecidos para nos causar aborrecimentos bobos... De chuva intensa para nos ocultar de amores ingratos ou, quem sabe então, temporais para noites de amor e gozo...
Chuvas assim, guardadas num vidrinho de balas, ao lado da minha mesa de trabalho ou na escrivaninha do meu quarto. E quando tivesse tudo tão quente e incômodo, eu abriria o vidro e mergulharia ... Num mundo de águas e travessias, tão aconchegantes e omissas, que todos os calores mórbidos passariam...
Voltaria ao real com os cabelos molhados, o olhar limpo, a alma lavada!
Lavados e molhados de dias de águas do céu... Quem sabe, todas sempre, no meu vidrinho de balas.
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