A primeira vez no ginecologista

Nascida no “interiorzim” de Minas, cresceu numa cidadezinha modesta, cercada por velhos vizinhos e parentes. Estudou na escola da esquina, ia à missa da Matriz e paquerava no entorno do coreto. Lá pelas tantas, quando ficara mocinha, a mãe, uma mulher muito simples, mas sábia, achou que era momento de levá-la ao ginecologista.
Partiram no único ônibus da rodoviária, e enfrentaram uma estrada que levava a uma cidade maior, onde existia mais gente e mais médicos.A mocinha e a mãe, que já era uma senhora de meia idade, viajaram em silêncio. Dúvidas ou perguntas não foram feitas, nem solucionadas. Era uma menina de 15 anos, a mãe e um médico.

Alguns minutos após chegarem ao consultório, a secretária a chamou:
_Juliana Ferreira! 
A mãe a cutucou e disse:
_Vai lá!
Juliana levantou-se, entrou no consultório sozinha, e após uma conversa de praxe, o médico disse resumidamente:
_Entre, por favor, no banheiro e tire a roupa!
Ela foi. Tirou toda roupa e ignorou totalmente o fato que teria que vestir um avental. A mãe não disse, o médico não detalhou. Abriu a porta, caminhou até a mesa onde o doutor estava de cabeça baixa, e nua em pelo, falou:
_Pronto.
Ele levantou a cabeça e surpreendido pela cena pediu:
_ A senhorita poderia, por favor, voltar ao banheiro e vestir o avental verde!
E então Juliana, sem o mínimo constrangimento, apenas virou o volumoso traseiro branco para o médico e saiu andando para obedecer o pedido.

Anos mais tarde, sempre que conta o caso para alguém, provoca muitos risos. Fica pensando nela lá, branca, nua, esperando calmamente que o ginecologista a atendesse, enquanto a mãe sequer imaginava, o que sua falta de orientação fazia lá dentro, no consultório.
1 Comentários
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Se espelhou em nosso "inteior".Ou e "venerico este case?"


Sempre otima!

Balas

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