Compromisso com a minha verdade


Habita em mim a força silenciosa do amor! Sou mais forte do que penso, e felizmente ou infelizmente, tomo conhecimento dessa verdade cada vez que a vida tira algo ou alguém que amo do meu caminho.

As dores, já escreveu alguém, são inevitáveis. Mas, nem por isso, serei vítima! Choro sempre que o coração apertar, afasto-me sempre que julgar necessário e silencio as vozes para que o barulho não me desvirtue do caminho. Assim que consigo, tiro a poeira do corpo e sigo caminhando.

Aceito-me como aprendiz da vida, tendo o direito de acertar e falhar. Sou capaz de sentir orgulho das minhas conquistas, e humildemente, abaixar a cabeça quando erro. 

Saber ouvir, não subir o tom da voz e pedir desculpas, fazem parte do roteiro! Estar sempre certo não é algo que eu persigo. Ser digno, é sim, meu maior desafio!

A maturidade traz na sua bagagem a importância do autoconhecimento, do valor que damos a nós mesmos e da honrosa necessidade de dizermos não, quando assim desejamos.

Liberto-me das imposições sociais que determinaram para mim, antes mesmo que eu tivesse a consciência de quem eu era, papéis em que não me reconheço.

Basta que eu respeite o outro, independente de suas crenças, verdades e escolhas, e que me esforce na busca da minha própria evolução.

A mim, resta o desafio de manter a cabeça erguida e o olhar transparente, sempre que eu for confrontado pela minha própria verdade!

Não desejo parecer ser alguém que, verdadeiramente, não sou. Não ambiciono ter bens que não estejam em consonância com a minha paz de espírito

Comprometo-me, diariamente, na busca por ser uma pessoa melhor comigo mesmo, e sendo boa para mim, também serei boa para aqueles que convivem comigo, mesmo que a princípio, eles não entendam. Nisso, habita toda a minha luta humana!



Haja coração para o Brasil




Eu não creio em superstições, mas que elas existem, existem! Por isso, durante os jogos do Brasil na Copa, não usarei a blusa fatídica do 7 x 1 e nem insistirei nos brinquinhos com a bandeira verde-amarela que desde 2006 não trazem sorte! Enfim, estou livre deles, mas ainda assim, com pouquíssimas esperanças!

Eu sei que o Brasil jogou até agora uma única vez, mas aquele cabelo do Neymar é um mau presságio. Aquele arranjo capilar é feio demais para dar sorte! Fico imaginando que, graças à altura do topete dele, alguns jogadores tenham dificuldades até para tentarem um chute a gol. Por isso, Tite querido, sugira um cabeleireiro mais tradicional para Neymar o quanto antes!

Mas, topete à parte, está complicado sentir o espírito da Copa esse ano! Desemprego em alta, economia patinando e notícias sucessivas de escândalos políticos, somados a humilhação do 7 x 1 que ainda parece ter sido ontem, não colaboram. Como tudo no nosso país tupiniquim, haja fé e raça! Mais por parte do cidadão-torcedor do que dos jogadores! Haja coração para o Brasil!

E, se ainda assim, der aquela vontade de vestir a camisa verde-amarela, decorar a rua da sua casa ou juntar a turma para ver as partidas, se jogue! Cada um com seu direito de alegria! Um pouco de entretenimento, honestamente, não faz mal a ninguém! O dia a dia já é duro demais para torcer o nariz pelo Brasil na Copa! 

A arte de se dar um tempo




Páginas em branco, redes sociais não atualizadas e convites não aceitos. Ela se deu um tempo! Se afastou no intuito de se encontrar. Não interessa se a atriz Fulana foi vista no shopping, se Beltrana viajou, se as calças flare estão na moda ou se a irmã ainda não fez as pazes com o marido. Desligou a TV por dias e se deu o direito de não ler as últimas notícias sobre política ou violência.

Resgatou o livro cuja leitura foi parada na página 75 e enquanto mergulhava no mundo daquelas palavras, economizou as suas. Substituiu dar opinião por dar ouvidos! E escutou. E entendeu que muitas vezes quando um outro reclama, ele não deseja ou não consegue encontrar a solução, quer apenas desabafar. E se permitiu a não encontrar a resposta – nem para ela e nem para os outros.

Ao tomar banho dedicava o pensamento à experiência dos sentidos: a temperatura da água que escorria pelo corpo, o perfume de lavanda que o sabonete exalava, o barulho mecânico do chuveiro e a maciez da toalha azul.

Durante o almoço, mastigava pacientemente sentindo o sabor de cada alimento: o tempero da carne, o azeite sobre a salada e o gosto de cada legume.

Trocou os shoppings por visitas solitárias ao museu: nada de fotografias das fotografias, apenas o andar vagaroso e o olhar observador – como assim também era – ao ver as pessoas e as coisas.

As casas da sua rua tinham cores que antes ela não enxergava e as janelas do 5º andar pareciam soltar faíscas com o sol das 15 horas. A quaresmeira anunciava novas flores, mas a grama da praça continuava seca. 

A rotina permanecia, o relógio a despertava às seis da manhã e o trajeto até o trabalho continuava, geograficamente, o mesmo. Mas, ela não! Foi como ter se agasalhado com a própria pele, ter se enxergado com os próprios olhos, ter falado para si mesmo ouvindo a própria voz. E nesse mundo onde tudo parece tão rápido e urgente, ela se permitiu a seguir no próprio ritmo! Cada tarefa tinha o tamanho que merecia e não o peso das vozes ansiosas que perturbavam a sua mente. Conectou-se com o agora, com o presente, dando a cada momento o significado que tinha!

Não era simples e nem perfeito. Mas, para ela fazia todo sentido! E fazer sentido para nós mesmos é o que importa!

Imagem: Freepik


Dica de livro: O amor que sinto agora




“O amor que sinto agora” é um livro cujo título já é um convite à leitura! Escrito pela jornalista e escritora mineira, Leila Ferreira, é o primeiro romance da autora que mistura ficção e realidade. 

O livro tem prefácio da escritora Martha Medeiros, que chama a obra de “relato corajoso”, e foi inspirado na carta que a mãe de Leila deixa para ela pouco antes de falecer.

Por meio da personagem Ana, Leila descreve suas histórias familiares, muitas delas dolorosas, nos convida a pensar sobre questões como a relação mãe e filha, casamento, autoconhecimento e o papel da mulher através de quatro gerações de sua família.

Cada página é um convite à comoção, emoção e autorreflexão, seja na fictícia cidade de Redenção, no interior de Minas, ou pelas ruas de Paris e do Egito, onde ela busca símbolos que reforcem a memória afetiva e os laços com a mãe.

Como em todos os outros livros de Leila, a escrita é suave e prazerosa, mesmo nas passagens mais duras.

Imagem: Reprodução/Globo Livros
Opinião – O livro foi lançado em Belo Horizonte, no início de maio, no Teatro Bradesco, pelas mãos do projeto Sempre um Papo. Tive o prazer de comparecer, junto com um amigo, e ver Leila bem de pertinho, já que sentamos na primeira fila. Saí do evento, com o livro em mãos e o coração apertado pelas constantes lágrimas da escritora que, declaradamente, sofre com depressão. Mas, quando terminei de ler “O amor que sinto agora”, tudo ficou tão claro! Você entende a emoção de Leila, e imagino, como deve ter sido libertador escrever esse livro que fala de questões tão íntimas, mesmo que não saibamos onde termina a realidade e começa a ficção.

Onde comprar – “O amor que sinto agora” está disponível na Livraria Saraiva e Amazon por R$22,90*.

Sobre Leila Ferreira:


15 frases de Flávio Gikovate sobre autoconhecimento e bem-estar



Sabe aqueles dias em que você se vê perdido, precisando de um bom conselho? Quem sabe, os pensamentos do psiquiatra e psicoterapeuta Flávio Gikovate possam te ajudar! Com um nome conhecido na mídia graças a sua presença em programas de TV e como apresentador do programa “No Divã com Gikovate”, na rádio CBN, ele ganhou a confiança do público, devido a sua abordagem simples e direta sobre questões humanas tão comuns a todos.

Com presença relevante na internet, por meio de seu site oficial e redes sociais como Facebook e Twitter, o psiquiatra tratava de temas como relacionamento amoroso, familiar e sexual, inclusive, publicando vídeos sobre esses assuntos no Youtube. Faleceu no dia 16 de outubro de 2016, aos 73 anos, devido a um câncer, mas deixou um valioso legado com 35 livros publicados, além de vídeos, artigos e entrevistas. 

Mesmo após o seu falecimento, as redes sociais do médico continuam sendo alimentadas por uma equipe, que compartilha trechos de tratados relevantes, para que possamos ter mais clareza sobre nós mesmos e nossas relações. Por isso, selecionamos 15 frases de Flávio Gikovate que podem colaborar para o nosso autoconhecimento e bem-estar:

Sobre o câncer
1. “Não adianta ficar reclamando, perguntando por quê. Tudo bobagem, porque, se o aspecto psicológico não influi na origem do tumor, ele é muito importante na recuperação”.

2. “Aprendi muita coisa com meus pacientes. Tenho 50 anos de profissão e acompanhei pelo menos entre 50 e cem pacientes com essa doença. Aprendi que você precisa de três coisas para se dar bem com esse tipo de obstáculo: serenidade, docilidade e persistência.”

Sobre convivência 
3. “É absolutamente impossível viver sem ter de enfrentar, várias vezes por dia, pequenos aborrecimentos e decepções.”

4. “Têm melhor qualidade de vida os que sabem viver com temperança, evitando exageros e posturas radicais de o todo tipo; e que têm humor estável.”

5. “As pessoas legais, as que se preocupam com o bem-estar dos interlocutores, deveriam aprender a se defender melhor dos que não são como elas.”

6. “Num clima mais pessoal, é a inveja a força motriz da calúnia: ela pretende desqualificar alguém que nos incomoda em razão de suas qualidades.”

7. “Os mais generosos têm enorme dificuldade de mudar: ao tentar evoluir e defender melhor seus direitos temem estar se tornando muito egoístas.”

8. “Mesmo em situações sociais, vez por outra, a máscara do egoísta cai: quando expostos a frustrações, perdem a pose e reagem com agressividade.”

9. “Um item indispensável para quem pretende ser mais sábio é não ser tão competitivo: não se trata de ser melhor ou pior do que outras pessoas!”

10. “Ser honestos e sinceros não nos dá o direito de dizer tudo que pensamos.”

Sobre autoconhecimento
11. “Nada afasta mais as pessoas da agradável e cobiçada sensação de liberdade do que as belas ideias falsas. A luz renasce para as pessoas que não se obrigam mais a ser o que não são apenas para estarem de acordo com certas convicções e teorias que desprezaram a verdadeira natureza humana...”

12. "Cada nova ideia que nos penetra irá desorganizar nosso sistema de pensar e derrubá-lo como a um castelo de cartas. Reconstituí-lo é avançar!"

Sobre o amor
13. “Quem ama trata de poupar ao máximo o amado de todo o tipo de fardo ou ônus. Tenta fazer sua vida a mais agradável e gratificante possível.”

14. “Amor implica depender, estar na mão da outra pessoa. Por isso, amar alguém que não nos transmite confiança é ser irresponsável para consigo mesmo.” 

15. "Os solteiros que estão mal são os que ainda sonham com o amor romântico. Pensam que precisam de outra pessoa para se completar. Como Vinicius de Moraes, acham que ‘é impossível ser feliz sozinho’. Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos."

Saiba mais:

Imagem: CPFL Cultura/Flickr CC

O adeus que não dizemos




Tantas coisas vão embora sem dizermos adeus. Em uma terça-feira qualquer vimos, pela última vez, um vizinho que partiu para nunca mais. Mudamos de emprego e aquele colega de trabalho não atravessará outra vez nosso caminho. Abraçamos o amigo da faculdade, durante a colação de grau, e nossos olhares não se verão novamente pelos caminhos da vida.

Assim como também num dia, entrei pela última vez, na velha casa que abrigou a minha família e cujas paredes não existem mais. Nessa mesma casa onde meus pais, irmãos e eu, almoçávamos reunidos, e que em algum dia de 1997, moramos pela última vez, todos juntos sob o mesmo teto.

Como do mesmo modo, em algum momento não registrado, o pai atravessou a porta para não voltar, o irmão casou e a filha mudou de cidade, de forma que esses momentos tão cruciais para a vida de todos, não foram vistos como despedidas.

Um ente querido parte sem o abraço derradeiro, o último beijo foi dado sem saber, a caixinha de música quebrou, a carta escrita em 1985 sumiu, o prédio da rua ao lado ruiu e pela bela rua florida não caminharemos outra vez. 

E, dessa forma, o tempo todo dizemos adeus – de forma oculta ou invisível - às pessoas e às coisas. Um adeus imperceptível que não machuca o coração, pois só damos conta dele, muito tempo depois. De forma que nos iludimos na certeza de que algo permanece, quando na verdade, os dentes brancos de agora, amarelam amanhã, o corpo magro engorda e vice-versa, e os filhos fazem as malas para não mais morarem conosco, na sabedoria certeira de um Budismo que professa: “Alegre-se porque todo lugar é aqui e todo momento é agora”.

Nesse mesmo agora, onde me despeço com profunda e inocente ignorância, de um hábito, de um lugar ou de alguém, que fluirão para outros lugares ou terão outras formas. 

Imagem: Pixabay

Bela Gil que me perdoe!




Deveria haver uma lei que proibisse pastel frito em restaurante self service! Ora, lá está você elaborando seu prato saudável, com arroz integral rodeado por rúculas, alfaces e cenouras raladas, quando um pastelzinho frito de casquinha crocante cruza o seu caminho! É como se apaixonar à primeira vista: não dá para tirar os olhos, pois precisamos da certeza de aquela maravilha é real!

Você até tenta ignorar e circula pelas demais opções do restaurante, se convence de que a batata-doce com seus betacarotenos vai te distrair, acrescenta um azeite extra-virgem, rico em ômega 3, cuja gordura boa combate os radicais livres, mas o pastel recheado de carne moída e cebolinha verde picada está lá gritando o seu nome, em desespero:

_Por favor, me cooooooooma!! Sou gostoso e crocante!

Meu amigo, nessa hora, Bela Gil que me perdoe! Pois, eu acredito que nem ela ainda conseguiu o “Você pode substituir...” do pastel frito! Imagino até que ela esteja escrevendo um livro secreto, com opções ainda pouco convincentes do substituto dessa iguaria, criada por Deus no forno e maquiavelicamente melhorada pelo Demo no óleo quente!  

Um a zero para o pastel. Ele chegou ao seu prato! A sua primeira mordida fez aquele crec – som, provavelmente, inventado por anjos caídos num domingo gastronômico – e você se rendeu! Não me culpem nutricionistas! Não me julguem atletas do Crossfit! Freud me entenderia!

A resposta para tudo é o equilíbrio: ao lado do pastelzinho frito mordido, as alfaces ficam mais interessantes e parecem fazer uma pequena cama para a friturinha simpática! E me convenço enfim, que juntos eles formam um belo casal: a alface e o pastel! Tão lindos e me fazendo feliz!


Imagem: Reprodução

Uma boa mãe não morre nunca



Texto sobre mãe que morreu

Eu sempre me emociono quando vejo o sorriso de uma mãe que deixou esse mundo se repetindo no rosto de um filho! É como se a vida sussurrasse em meus ouvidos que tudo se vai, se despede, termina, mas que a genética se perpetua, e o amor, desde sempre, caminhará invisível e poderoso por entre nós!

E enquanto as cores das fotografias antigas ficam cada vez mais tênues, a saudade de uma mãe que se foi, fica cada vez mais física! Ela se repete quando olhamos pela janela de um ônibus e vemos uma mulher cruzando a rua com uma saia florida, fica forte nas datas que não celebramos mais e chega a rasgar o peito quando sentimos um cheirinho de café passado na hora que só uma mãe sabia fazer...

Nesses anos em que continuamos existindo após a partida de uma mãe, entendemos que a vida segue, que somos fortes apesar das lágrimas e que o sol nasce e se põe independente de nossas dores. E caminhamos resolutos, frente ao espelho que não nos deixa esquecer que ela ficaria feliz em ver nossos primeiros fios de cabelo branco, ou como estamos crescendo, que terminamos a faculdade, que tivemos um filho ou neto, que finalmente compramos a casa própria, ou que ainda ontem, demos nosso primeiro beijo.

Ah! Como seria bom que ela estivesse aqui para ouvir cada confissão, cada novidade ou lágrima engolida, nesse mundo que não é mãe para ninguém! Mas, o "seria" está no passado, como também no passado moram, os abraços dados, os “eu te amo” calados por besteira, as brigas bobas que não significam nada nesse agora e aqueles olhos de amor que dispensavam palavras.

E se a existência mútua como mãe e filho mora no passado, há no presente, porém, tão vivo e forte, a história, os laços e a saudade, celebrados em cada sorriso de um filho que lembra o da mãe. Uma mãe que não se foi, pois vive no cacheado do cabelo preto, no andar peculiar, na voz quase idêntica ou na forma como discorda das coisas balançando a cabeça. Por isso, é fato: uma boa mãe não morre nunca!

Imagem: Pixabay/CC

50 grandes ideias da humanidade que você precisa ler



Sabe aquele livro que você lê aos poucos e que, provavelmente, ficará guardado na sua estante para consultas futuras. Pois é! O “50 Grandes Ideias da Humanidade Que Você Precisa Conhecer”, do autor Ben Dupré, é assim!

Vi a publicação pela primeira vez na Livraria Leitura, em Belo Horizonte, ao lado de uma série de outros títulos semelhantes que abordam sobre as 50 grandes ideias nas áreas da Economia, Física Quântica e Psicologia, entre outras. Confesso que fiquei em dúvida quando os vi, mas como humanidade é uma palavra abrangente, achei mais coerente começar por ela!

No começo fiquei um pouco entediada e reservei a leitura para um outro momento. Mas, livros podem ser como amigos, a cada encontro desenvolvemos uma nova percepção sobre eles! E na segunda leva passei a gostar!

Escrito por Ben Dupré, um pesquisador da Universidade de Oxford com livros publicados em 15 países, a obra aborda os principais pontos de pensamentos relacionados à Filosofia, Religião, Política, Economia, Arte e Ciência. É um bom apanhado para aqueles que gostam de ler um pouco sobre tudo com a possibilidade de despertarem um interesse maior sobre algum assunto específico. Também é uma ótima opção para quem busca uma análise mais crítica e filosófica sobre várias questões sociais.

No tópico sobre Utopia, na página 101, por exemplo, destaco um trecho que considero bem interessante, principalmente, nestes tempos que enfrentamos tantas turbulências políticas no Brasil:

“Em seu livro pós-marxista Ideologia e utopia (1929), o sociólogo húngaro Karl Mannheim afirma que as ideias utópicas têm um apelo especial entre as classes e os grupos sociais das camadas inferiores, que são atraídos pelo potencial de mudança que elas oferecem, enquanto os grupos dominantes costumam adotar ideologias que tendem a promover a continuidade e a preservar o statu quo. Em outras palavras, aqueles que mais sofrem com os defeitos da sociedade são os que mais têm a ganhar com as reformas sociais; como lembra o ditado inglês: “Os perus não são a favor do Natal”.

Publicado pela Editora Planeta, o livro tem 215 páginas e custa R$20,90* no site da Livraria Saraiva (veja aqui). 
*Preço sujeito à alteração.