13 frases budistas


Frases budistas


Nos últimos tempos tenho lido e ouvido algumas coisas sobre o Budismo. Classificado como "um sistema filosófico e religioso indiano fundado por Siddharta Gautama (563-483 a.C.), o Buda, que parte da constatação do sofrimento como a condição fundamental de toda existência e afirma a possibilidade de superá-lo por meio da obtenção de um estado de bem-aventurança integral, o Nirvana. O budismo é uma religião que não professa a existência de nenhum deus".

Longe de ser uma exímia conhecedora sobre o assunto, o que me chama a atenção no Budismo é professar o desapego às pessoas e às coisas, viver o momento presente, além de pontuar o poder da mente sobre a nossa própria vida. 

Por isso, a seguir, seguem 13 frases do Budismo - que independente da crença - mostram como podemos ser os responsáveis pelo nosso próprio bem-estar. Confira:

– A dor é inevitável, o sofrimento é opcional. 

- Tudo o que somos é resultado do que pensamos; está baseado em nossos pensamentos e está feito deles.  

- Tenha cuidado com o exterior, bem como seu interior, porque tudo é um. 

 – Alegre-se porque todo lugar é aqui e todo momento é agora. 

Pensamentos budistas

 – Cuide de seu exterior tanto quanto cuida de seu interior, pois tudo é um só. 

-  Vale mais a pena usar chinelos do que cobrir o mundo com tapetes. 

 – Não machuque os outros com o que te causa dor. 

 – Não é mais rico aquele que mais tem, senão aquele que menos necessita. 

- Se você pode apreciar o milagre que mantém uma única flor, toda sua vida vai mudar.

Frases sobre o Budismo

 – Para entender tudo, é preciso esquecer tudo. 

-  No céu não há distinção entre leste e oeste, são as pessoas quem criam essas distinções em sua mente e então acreditam ser a verdade. 

- O ódio não diminui o ódio. O ódio diminui com o amor.

-  Dê, mesmo se você tiver muito pouco para dar. 


Semana Santa e muitas lembranças


Semana Santa e as lembranças do interior
Sempre quando chega a chamada Semana Santa só consigo lembrar da minha época de adolescente em Arcos, cidade do interior de Minas e de forte tradição católica – em que eu e meus outros amigos, todos “muito” religiosos – seguíamos a procissão. Naquela época, estávamos entre os 14 e 16 anos, ainda moleques devedores de obediência aos nossos pais e pouco aprovados para um assumirmos um “namoro”.

Logo, as procissões da Semana Santa, e qualquer outra festa religiosa, eram motivo para sairmos de casa à noite com o “divino” dever de rezarmos. Mas, na verdade, nosso intuito era muito menos santo! No meio do povo que balbuciava pais-nossos e ave-marias, queríamos saber era onde estava nossa paquera, que muito provavelmente estaria segurando uma vela, cujo único objetivo era tentar queimar o cabelo das mulheres que rezavam à frente.

E enquanto a multidão balbuciava as orações em respeito ao cortejo, que seguia pela extensa rua Augusto Lara, terminávamos o nosso roteiro na Praça da Matriz, onde muitos de nós, escondidos pelas sombras noturnas das árvores, fazíamos nossos inocentes encontros fortuitos. Ali, cometíamos o maior de todos os “pecados”, mentir para os nossos pais!


E depois de muitos beijos e risadinhas bobas, voltávamos para casa antes da meia-noite, tendo feito pouquíssimas orações, mas todos com caras de santos do pau oco!

John Muir: o visionário ambiental


Biografia e frases de John Muir

Lutar contra a construção de barragens, viajar pelo mundo para conhecer de perto a diversidade ambiental do Planeta, escrever livros e artigos em defesa do meio ambiente e se mobilizar pela criação de parques nacionais. Com certeza, você já ouviu a história de alguém que realizou algum desses feitos, não é mesmo? Agora, imagine fazer tudo isso em pleno século 19, época em que falar sobre conservação da natureza era um discurso de pouquíssimos.

John Muir foi um desses raros nomes. Com sua visão de futuro, fez do amor à natureza sua razão de viver. Nascido em 21 de abril de 1838 em Dubar, na Escócia, foi criado por um pai rigoroso que o fazia trabalhar de sol a sol junto do irmão. Labuta que não tirava do então menino a vontade de correr pelos bosques sempre que surgia uma oportunidade. Inventivo, gostava de criar objetos na escola, e ainda criança, migrou com a família para os Estados Unidos (EUA), no estado de Wisconsin, Região Norte do país. Essa foi a primeira de muitas viagens que ele faria durante a vida.

Conheceu todos os continentes da Terra, com exceção da Antártica. E registrou as impressões que ele tinha desses lugares em três centenas de artigos e dez livros. Dizia-se um apaixonado por viajar e defendia que perdíamos tempo demais ocupados em ganhar dinheiro em vez de nos dedicarmos às coisas que trazem alegria.

Yosemite - Imagem: Domínio Público

Pelo mundo
Em 1862, Muir iniciou uma excursão pelo norte dos EUA e pelo Canadá, mantendo-se por meio de pequenos serviços e conhecendo paisagens ainda pouco exploradas pelo homem. Em 1867, sofreu um acidente em uma fábrica de peças de carruagens, que quase o deixou cego de um olho, mas que mudaria sua forma de viver. Quando se recuperou, decidiu se ocupar da preservação das matas e iniciou uma viagem de 1.600 quilômetros, saindo de Indianápolis até o Golfo do México. Dali continuou seu percurso conhecendo Cuba, Panamá e cruzando o istmo até o Pacífico. Foi de barco até a cidade de São Francisco, no estado da Califórnia, onde chegou em março de 1868. 

Encantado pelas montanhas da Sierra Nevada e Yosemite, viveu por um tempo na região. Nesse local, há um monte que leva seu nome.

Em 1892 fundou, junto com amigos, o Sierra Club com o objetivo de “fazer algo pelas terras selvagens e alegrar as montanhas”. Entidade que permanece atuante nas causas ambientais na cidade de Madison, EUA.

Alcance
Seus escritos se tornaram tão influentes que Theodore Roosevelt, presidente norte-americano entre 1901 e 1909, o visitou para que ambos elaborassem um plano de conservação para o país. As ideias de Muir também incentivaram Roosevelt a criar o Parque Nacional de Yosemite. E influenciaram os primeiros passos tanto do conservacionismo quanto dos fundamentos para a defesa dos direitos dos animais. Muir ainda travou diversas lutas contra a construção de barragens em áreas de parques nacionais. Infelizmente, perdeu algumas delas, como a construção da represa de Hetch Hetchy Valley, em Yosemite, em 1913.

Faleceu em dezembro de 1914. Mas, graças ao seu pensamento visionário e às obras publicadas, suas ideias permanecem atuais. Conheça algumas delas nas frases de John Muir que selecionamos a seguir:  


“Estou perdendo dias preciosos. Estou degenerando em uma máquina para ganhar dinheiro. Não estou aprendendo nada neste mundo trivial de homens. Preciso partir e sair para as montanhas para saber as novidades.”

"A maioria das pessoas está no mundo, não nele."

"Quem não seria um alpinista? Aqui em cima todos os prêmios do mundo não parecem nada."

"Poucos lugares neste mundo são mais perigosos que o lar. Não tenha medo, portanto, de experimentar os passeios nas montanhas. Eles vão salvar você da apatia mortal, libertá-lo e convocar todo o seu pensamento para uma ação vigorosa e entusiasmada.”

"O mundo é grande e eu quero ter um bom olhar para ele antes que escureça."

"Quando tentamos descobrir alguma coisa por si só, percebemos que ela está ligada a tudo mais no Universo."

"Eu só saí para dar uma volta e finalmente concluí que fiquei lá fora até o pôr-do-sol, porque quando pensei que saía, eu estava realmente era entrando."

"Em cada caminhada com a natureza, se recebe muito mais do que se procura."

"Há um amor da natureza selvagem em todos, um amor-mãe antigo. Mostrando-se, sendo reconhecido ou não, e no entanto, sempre nos cobrindo por cuidados e deveres."

"Um dia de ida às montanhas é melhor do que um carro cheio de livros."

"A maioria das pessoas que viaja só olha para o que eles são direcionados a olhar. Grande é o poder do guia, mas no entanto, é um ignorante. "

Parque Nacional de Yosemite - Imagem: Domínio Público

"Nunca vi uma árvore descontente."

"Nenhuma das paisagens da natureza são feias, desde que sejam selvagens."

"O caminho mais claro para o Universo é através de um deserto florestal."

"Só andando sozinho em silêncio, sem bagagem, pode-se realmente entrar no coração do deserto. Todas as outras viagens são meros pós, hotéis, bagagens e conversas. "

"Milhares de pessoas cansadas, abaladas e civilizadas estão começando a descobrir que ir para as montanhas é como voltar para casa. Que estar em lugares selvagens é uma necessidade e que os parques e reservas são úteis não só como fontes de rios, de madeira e de irrigação, mas como fontes de vida."

"As montanhas são fontes para os homens assim como são os rios, as geleiras e o solo fértil. Os grandes poetas, filósofos, profetas, homens capazes, cujos pensamentos e ações moveram o mundo, vieram das montanhas. Habitantes que cresceram lá tal como as árvores da floresta nas oficinas da natureza.”

"Ir para as montanhas é estar indo para casa."


Publicado originalmente no site da Revista Ecológico



Asa - Conheça a cantora nigeriana e suas melhores canções


Biografia e melhores canções Asa Asha
Sabe aqueles dias em que você precisa ouvir uma música gostosa para ter aquele clima tranquilo no trabalho? Ou mesmo aquela vontade de pegar a estrada embalada por uma boa canção? Então, anote aí a dica para colocar no seu dia a dia uma trilha musical cheia de boas vibrações: Asa.

Se você nunca ouviu falar dela, provavelmente já ouviu alguma de suas canções. Uma delas, chamada “Preacher Man”, fez parte da trilha sonora da novela “Além do Tempo”, exibida em 2015, na Rede Globo.

Asa, cujo nome pronuncia-se Asha, é uma cantora e compositora francesa de origem nigeriana. Registrada como Bukola Elemide, ela nasceu em Paris, mas mudou-se aos dois anos de idade, junto com seus pais, para Lagos, na Nigéria. Cresceu ouvindo uma eclética coleção musical do pai, que ia de clássicos do soul à tradicionais músicas nigerianas.

Cantava desde criança, mas foi em Paris, para onde retornou em meados de 2004, que sua carreira profissional deslanchou. Ela, então, assumiu o nome artístico Asa, que significa “gavião” em iorubá - língua falada há séculos por povos tradicionais africanos - e plainou no céu da fama.

No seu primeiro álbum, a música “Eye Adaba” (veja abaixo) é cantada no idioma nativo. A letra traz uma mensagem de paz e esperança simbolizada por uma pomba. Nada mal nesses tempos de intolerância e guerra!

Gostou? Aperte o Ctrl C + Crtl V e copie abaixo as cinco melhores canções de Asa, por ordem de preferência, na minha humilde opinião (rs)! 

Clique em cada música e veja o clipe:

1. Be my man

2. Jailer

4. Maybe

5. Eye Abada

6. Preacher Man


Curta o clipe da música "Be my man" abaixo:



Imagem: Divulgação

Juramento 202 é opção de bar alternativo em BH

Bar alternativo em BH - Juramento 202Dia desses a convite de uma amiga - exímia conhecedora de bons lugares para se beber e comer - fui ao bar Juramento 202, no bairro Pompeia, Região Leste de Belo Horizonte. No melhor estilo alternativo, o local ocupa um antigo cômodo comercial de esquina, em formato de trapézio, exatamente, na rua Juramento, número 202. 

Ao entrar no bar tive a perfeita sensação de voltar no tempo e estar naquelas mercearias muito comuns no interior desse Brasil afora. Tudo ali inspira uma gostosa nostalgia que remete à simplicidade e ao bom atendimento! 

O balcão é de madeira com vidros transparentes onde pães, feitos à base de fermentação natural, são expostos juntamente com os queijos. Sobre ele, uma velha balança Filizola, com espelho redondo no centro, me remete aos comerciantes de antes, que precisavam de papel e caneta para fazerem a conta do quilo vezes preço. 

Juramento 202 - Bar alternativo em Belo HorizonteO som ambiente é regido por um toca-discos, que tem ao lado, uma caixa cheia de vinis recheada com pérolas como Raul Seixas, Novos Baianos e Aretha Franklin, ainda jovem na capa. 

Uma antiga geladeira vermelha, muito comum nas casas da década de 1980, e cartazes amarelados anunciando uma boa e velha bola de sorvete, compõem o cenário, cuja parede a frente está nua, exibindo tijolos. 

Ali, o público é variado em idade, mas todos passam uma mensagem de descontração. Por ser um pequeno cômodo, as mesas estão sempre próximas, o que permite uma boa oportunidade para fazer uma nova amizade ou trocar ideias soltas. 

Juramento 202 - Bar alternativo em Belo Horizonte
A casa oferece opções de cervejas artesanais - produzidas pela Cervejaria Viela, dos mesmos proprietários - sendo o valor do copo com 280ml - R$5,00. Para petiscar, experimentamos uma tábua com salaminhos italianos, fatiados na hora, também em uma máquina antiga. Além de alguns pãezinhos, acompanhados de dois pequenos recipientes, um com molho pesto, e o outro, com pimenta-biquinho (Divinos!) por R$15,00. No dia em que fomos, também estava rolando uma carne de panela, que infelizmente, não experimentamos. Os preços podem mudar, portanto, vale consultar a casa antes.

O pessoal atrás do balcão trabalha sem parar, mas são solícitos e atentos! Quando você pede um prato, seu nome é anotado no papel e depois te chamam para buscar! Os copos, de alumínio ou vidro, devem ser devolvidos à bancada, quando você quiser pedir uma nova cerveja. Tudo no melhor estilo da boa colaboração!

Se quiser usar um banheiro diferente, vale conhecer o que fica no fundo. A surpresa fica por conta de você, caro leitor ou leitora, quando for lá! rs

Ótima opção para quem deseja sair do roteiro zona sul de BH e aprecia lugares descontraídos e informais! 

Segundo informações divulgadas nas redes sociais do Juramento 202, a casa abre de quinta a domingo, em horários diferentes. A dica é chegar mais cedo já que o bar fecha entre 22h e meia-noite, conforme o dia da semana. 

Quer saber mais?


Imagens utilizadas: Divulgação/Redes Sociais do Juramento 202


Série de humor no Netflix? Grace and Frankie



Série de humor no Netflix

Quer uma dica de comédia no Netflix? Anote aí o seriado Grace and Frankie​. As personagens principais, vividas pelas atrizes veteranas, Jane Fonda e Lily Tomlin, estão na terceira idade, quando seus maridos, sócios em um escritório, revelam que estão apaixonados um pelo o outro e planejam se casar. Risada na certa!

Assim que seus parceiros, interpretados pelos atores, Martin Sheen e San Waterston, saem de casa para viverem juntos, após 20 anos se relacionando como amantes, Grace, uma perua antipática, se vê obrigada a morar na mesma casa com a eterna hippie Frankie.

A história do seriado é conduzida com muita leveza e humor! E aborda os problemas e preconceitos que pessoas da terceira idade vivem, deixando claro que faixa etária não é sinônimo de falta de desejos e novos objetivos de vida! 

A terceira temporada, que começou nesta sexta-feira, 24 de março, tem como mote o projeto de um vibrador para mulheres acima de 60 anos, idealizado pelas personagens principais, que com suas personalidades tão diferentes, se envolvem nas situações mais inusitadas!

Detalhe: Grace and Frankie é da mesma criadora da premiadíssima série Friends, Marta Kaufman, além de Howard Morris. 

Fique por dentro:
Lily Tomlin foi indicada tanto ao Globo de Ouro quanto ao Emmy por interpretar Frankie. 

Assista ao trailer oficial:

 


Quer ficar por dentro das novidades da série? 
www.facebook.com/GraceandFrankie

Imagem: Divulgação

Dica de livro: O tempo entre costuras

Dica de livro "O tempo entre costuras"
Quer uma dica de livro? Ler um romance que faz você colar os olhos em cada página da história? Eis minha sugestão da vez: "O tempo entre costuras", da escritora espanhola, Maria Dueñas. Confesso que há muito tempo não ficava tão apaixonada pela escrita de alguém. Mas, Dueña conseguiu com maestria desenvolver uma história que em certo momento dá até frio na barriga! 

"O tempo entre costuras" conta a história da costureira Sira Quiroga, que levava uma vida simples e sem surpresas, na Madrid da década de 1930. Num belo dia, porém, um homem envolvente e sedutor cruza seu caminho e tudo (absolutamente tudo!) muda na vida dela. 

A obra mistura personagens fictícios e reais relacionados a dois fatos históricos - a Guerra Civil Espanhola (1936-1939) e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) - e cria tramas de suspense, segredos e aventuras, em cenários que passam por Madrid, Marrocos e Lisboa. 

A trama é tão bem construída, que em 2013, se transformou em uma série de dezessete capítulos para um canal espanhol.

Vale a leitura!

Ficha Técnica

Título: O Tempo Entre Costuras 
Autora: Maria Dueñas (Tradução de Sandra Martha Dolinsky)
Editora: Planeta
Páginas: 480
Avaliação: 5/5 estrelas
Valor: R$26,90 (no site da Amazon)

Humor Veríssimo


 
Melhores frases de Luís Fernando Veríssimo
Fui apaixonada por ele durante um bom tempo. Afinal, sempre gostei de homens bem humorados e ele é um expert no assunto! Mas, como toda paixão, a minha também se transformou um dia. E hoje está guardada na estante das minhas boas memórias. Vez ou outra retorno para matar a saudade.

Foi assim que me tornei leitora assídua do escritor Luís FernandoVeríssimo, gaúcho, nascido em Porto Alegre, no dia 26 de setembro de 1936, e filho do grande escritor Érico Veríssimo. Apesar da fama de extremamente tímido e da aparência bonachona, Luís Fernando fez da ironia e do humor seus traços mais marcantes na literatura, nos cartuns e na televisão brasileira. Jornalista, começou sua carreira no Jornal Zero Hora, na capital gaúcha, no final de 1966. Mas foi como escritor que ficou conhecido nacionalmente.

Autor de dezenas de livros, entre eles, “Comédias para se ler na escola”, “Para gostar de ler”, “As mentiras que os homens contam”, “Sexo na cabeça”, “Todas as histórias do analista de Bagé”, criador de quadros para o programa “Planeta dos Homens”, da TV Globo, na década de 1970, além de crônicas que inspiraram séries de TV, como “A comédia da vida privada”, nos anos 1990, também na Globo, e “Amor Veríssimo”, mais recentemente, no canal GNT. E, ainda, criador de cartuns como “Aventuras da família Brasil” e “As cobras”.

Com 80 anos de idade, casado, pai de três filhos e avô, Veríssimo consegue inclusive ser um dos escritores mais citados na internet, recebendo a autoria, às vezes, de textos que nem foram escritos por ele. No entanto, como literatura e humor são uma mistura para bons e poucos, separamos algumas frases verdadeiras para você se deliciar e descontrair um pouco. Confira:

Tempos Modernos
“Uso o computador como uma máquina de escrever com memória, uso bastante o Google, que fornece erudição instantânea, e não poderia mais viver sem o e-mail. Mas não frequento muito a internet. E participaria de qualquer passeata contra o telefone celular.”

Carreira
“Até os 30 anos, fora umas traduções do inglês, eu nunca tinha escrito nada e não tinha intenção alguma de ser escritor. Muito menos jornalista. Foi quando eu comecei a trabalhar em um jornal, com mais de 30 anos, e me deram um espaço assinado para fazer. Foi aí que eu descobri que sabia fazer aquilo.”


Livros de Luís Fernando Veríssimo
Americanos
"É bom ser americano. Você ganha em dólar, não tem nenhuma dificuldade para dizer o “th” em inglês e, o melhor de tudo, nunca precisa crescer."

B
“É a primeira letra de Bach, Beethoven, Brahms, Béla Bartók, Brecht, Beckett, Borges e Bergman. Mas também de Bigorrilho, o que destrói qualquer tese.”

Casamento
“O casamento foi a maneira que a humanidade encontrou de propagar a espécie sem causar falatório na vizinhança.”

Selfie
“Tirar a própria fotografia é a terceira coisa mais íntima que uma pessoa pode fazer com ela mesma, depois da masturbação e do suicídio.”

Ler
“De certa maneira, livro é melhor do que sexo. Você pode tomar um uísque antes, depois e durante. Livro é sempre com a luz acesa. E livro nunca está com dor de cabeça.”

Política
“A desmoralização da política e dos políticos deve preocupar a todos, porque a falência da política é a falência da democracia. A conclusão de que o que não está funcionando é a própria democracia é perigosa. O que falta é mais democracia. Mais liberdade, igualdade e fraternidade, o trio maravilha.”



Aventuras da família Brasil - Cartum de Luís Fernando Veríssimo


Liberdade
“Eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo.”

Humor
“Só acredito naquilo que posso tocar. Não acredito, por exemplo, em Luiza Brunet.”

Mídia
“Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data.”

Autoconhecimento

“O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença.”


Texto publicado primeiramente no site da Revista Ecológico

Muhammad Yunus:o banqueiro dos pobres



A biografia de Muhammad Yunus
O ano era 1976. O cenário é Chittagong, cidade de Bangladesh. Naquela época, Muhammad Yunus, com 36 anos, começou a fazer pequenos empréstimos para pessoas pobres sem as garantias e exigências tradicionais dos bancos comerciais. Chamado de Grameen Bank, a iniciativa deu tão certo que em 1983 tornou-se um banco oficial para fornecer empréstimos aos desprovidos, principalmente mulheres, na zona rural do país.

Quarenta anos depois, o Grameen Bank tem mais de 8,4 milhões de mutuários, 97% deles mulheres, e desembolsa mais de US$ 1,5 bilhão por ano. A taxa de juros do microcrédito é de 20% ao ano (aa). Para efeito de comparação, no Brasil, a taxa de microcrédito à pessoa física pela Caixa Econômica Federal é de 35,4% aa.  

Análise monetária que mostra o motivo pelo qual a iniciativa de Yunus foi além e inspirou exemplos por todo mundo, não somente para o fomento do microcrédito, mas para o impulso dos negócios sociais e melhor desenvolvimento econômico de regiões de baixa renda. Esses feitos, inclusive, fizeram o economista ficar conhecido como “o pai do microcrédito”. Contribuição que também ajudou a reduzir o índice de pobreza no país e fizeram dele o Prêmio Nobel da Paz em 2006.

Conheça, a seguir, algumas frases marcantes do economista bengalês:

Determinação
“Tudo o que fiz foi encarar de maneira simples os problemas que se apresentavam.”

Universidade
“O isolamento da universidade sempre me irritou. Qual a utilidade do conhecimento se ele não chega às pessoas? Em Bangladesh, tínhamos pessoas morrendo de fome. Faz sentido ensinar teorias tão bonitas, das quais somos tão orgulhosos, e elas não terem o menor significado na vida de quem não pode comer?”

Negócios Sociais
“Os negócios tradicionais têm o objetivo de maximizar o lucro. São voltados para o ganho individual, para o acúmulo individual de riqueza. Não somos máquinas de fazer dinheiro. Somos mais que isso. Temos outras dimensões. Há uma dimensão que não é voltada para nós mesmos, mas para os outros, para o coletivo.”

Capitalismo
“O modelo atual do capitalismo não é suficiente para nos satisfazer como seres humanos, porque não contempla todas as nossas dimensões.”
“Tudo o que dizem é ‘faça dinheiro, seja feliz’. Mas aí você ganha us$ 1 bilhão e não faz nada pelos outros. Para que serve us$ 1 bilhão? ‘Ah, dei emprego a muita gente.’ Sim, e pegou a riqueza para você. Concentração é tudo o que você produziu.”

A história de Muhammad Yunus
Yunus e as mulheres de Bangladesh: microcrédito permitiu novas oportunidades à população mais pobre - Imagem: Reprodução

Pobreza
“As frustações, a hostilidade e a raiva geradas pela pobreza não podem garantir a paz.”
“O único lugar onde a pobreza deve existir é em museus.”
“Dar dinheiro para os pobres não é uma solução para a miséria. É uma forma de mascarar o problema.”
“A pobreza não é uma condição natural dos seres humanos, e sim, uma imposição artificial.”

Empreendedorismo
“O ser humano é cheio de poder criativo, mas o sistema o reduz a mero trabalhador, capaz de fazer trabalhos repetitivos. Isso é vergonhoso, está errado. As pessoas precisam crescer sabendo que é uma opção se tornar empregado, mas que existe a possibilidade de ser empreendedor.”
“Todo mundo nasce empreendedor. Alguns tem a chance de libertar esse potencial. Outros nunca vão ter a chance ou nunca souberam que tinham essa capacidade.”
 “O empreendedorismo é uma solução mais eficaz do que programas assistencialistas.”

Bancos
“Por que uma pessoa tem que ser digna de um banco? Os bancos é que precisam ser dignos das pessoas.”


As frases de Muhammad Yunus
Yunus em Bangladesh: negócio social deu ao empreendedor o Prêmio Nobel da Paz  - Imagem: Reprodução

Quem é ele:
Nascido em 1940 na cidade de Chittagong, Bangladesh, Muhammad recebeu, em 1965, uma bolsa para estudar economia na Universidade de Vanderbilt nos EUA, recebendo quatro anos depois o título de Ph.D.
Em 1972, o economista bengalês retorna a sua cidade natal como presidente do Departamento de Economia da Universidade, e alguns anos depois, inicia o projeto de microcrédito.
Desde 2011, Yunus está afastado do Grameen Bank, mas sua veia empreendedora permanece, se dedicando a outros negócios sociais que fundou paralelamente ao banco de microcrédito. Entre eles, uma companhia que vende painéis de energia solar de baixo custo, uma escola de enfermagem e um hospital oftalmológico. Além de também ter lançado livros sobre sua área de atuação, tal como, “O banqueiro dos pobres” da Editora Ática.

Saiba mais:

*Publicado originalmente no site da Revista Ecológico